Instrumento de Cordas

Viola da Gamba

Cordofone histórico com trastos e arco invertido, a viola da gamba emite um som intimista.

Viola da Gamba
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🎵 Instrumentos de Cordas Friccionadas

A viola da gamba é um cordofone friccionado que se toca apoiado verticalmente entre as pernas do instrumentista. A sua morfologia distingue-se claramente da família do violino. Apresenta tipicamente ombros descaídos, fundo plano e aberturas acústicas frequentemente em forma de "C". O braço possui trastes amarrados de tripa e está equipado com seis ou sete cordas de tripa.

Acusticamente, a afinação organiza-se em quartas com uma terça maior ao centro, facilitando a execução de acordes e polifonia. Os trastes conferem às notas pisadas uma ressonância cristalina, semelhante à das cordas soltas. Utilizando uma menor tensão nas cordas e um arco manejado com a palma da mão virada para cima, o seu timbre é íntimo, aveludado e ligeiramente anasalado, não possuindo a potência projetiva do violoncelo.

Historicamente, surgiu no final do século XV na Península Ibérica, derivando da adaptação da vihuela dedilhada ao arco. Conheceu o apogeu durante o Renascimento e o Barroco, possuindo vasto repertório solístico e de câmara. No final do século XVIII, declinou drasticamente devido à crescente exigência de volume nas salas de concerto, acabando por ressurgir brilhantemente no século XX.

Docentes

Ana Sousa

Ana Sousa

Viola da Gamba

Departamento de Música Antiga ana.sousa@conservatoriodeloule.pt

Iniciou o seu percurso musical em piano e canto, no Conservatório Regional de Almada e na Escola de Música do Conservatório Nacional. Foi neste contexto que teve o primeiro contacto com a viola da gamba, instrumento que viria a assumir um papel central na sua atividade artística e pedagógica.

É formada em Viola da Gamba pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto), na classe do professor Xurxo Varela, e pós‑graduada em Estudos Avançados de Polifonia pela mesma instituição. Estudou na Hochschule für Künste Bremen (Alemanha), sob orientação da professora Hille Perl. Paralelamente, desenvolve investigação no domínio da musicologia histórica no âmbito do Mestrado em Estudos Artísticos da Universidade de Coimbra.

Participa regularmente em diversos projetos de música antiga, sendo atualmente co‑diretora do ensemble Antiquorum dedicado à música ibérica do século XVII, e membro dos ensembles Ars Luxurians e Spirito dell’Anima. Integrou o grupo Camerata 2.6, vencedor na Categoria de Música Barroca da 29.ª edição do Prémio Jovens Músicos.

Para além da música antiga, integra projetos em áreas diversificadas, destacando‑se o grupo B’rbicacho, dedicado à música portuguesa de cariz tradicional. Desenvolve atividade pedagógica como professora de viola da gamba no Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado.