Instrumento de Sopro

Trompa

A trompa possui um tubo circular de perfil cónico, oferecendo um timbre redondo e envolvente.

Trompa
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🎵 Instrumentos de Sopro de Metal

A trompa é um aerofone de metal (latão) de bocal, cuja morfologia complexa a distingue das restantes famílias de sopro. Caracteriza-se por um tubo longuíssimo (frequentemente superior a três metros, na trompa dupla em Fá/Si bemol), de perfuração predominantemente cónica, que se enrola sobre si mesmo num formato circular, terminando num pavilhão consideravelmente largo e projetado para trás. O som resulta da vibração dos lábios do instrumentista contra um pequeno bocal em forma de funil.

Acusticamente, o perfil cónico do tubo e o bocal profundo privilegiam a produção de harmónicos, resultando num timbre simultaneamente escuro, envolvente e capaz de grande heroísmo sonoro. A técnica tradicional envolve a introdução da mão direita no pavilhão (técnica do bouché ou stopped horn), o que permite corrigir ligeiramente a afinação ou alterar drasticamente o timbre.

Historicamente, a trompa moderna descende da trompa de caça (cor de chasse). Durante o período Clássico (como atestam os concertos de Mozart), tocava-se a "trompa natural", sem válvulas, alterando-se as notas através da sobreposição de diferentes voltas de tubo extra (crooks) e da posição da mão no pavilhão. A invenção da válvula no início do século XIX revolucionou o instrumento, permitindo-lhe o cromatismo total e solidificando a sua posição central na orquestra sinfónica.

Docentes

Rui Rúbio

Rui Rúbio

Trompa, Classe de Conjunto

Departamento de Sopros de Metal e Percussão rui.rubio@conservatoriodeloule.pt

Rui Miguel Rico Marques e Rúbio é natural de Barrancos, no distrito de Beja. Iniciou os seus estudos musicais na escola da Banda Filarmónica Fim de Século de Barrancos na classe de trompa. Em 2000 ingressou no Curso Básico da Escola Profissional de Música de Évora, tendo como professores Carlos Rosado e Jorge Barradas. Prosseguiu os seus estudos musicais no Conservatório Regional de Évora e no Conservatório do Baixo Alentejo, na classe do professor Jorge Barradas. Em 2014 ingressou na Universidade de Évora, onde concluiu a Licenciatura em Interpretação de Trompa, sob a orientação do professor Luís Vieira. Em 2023 concluiu o Mestrado em Ensino da Música – Trompa, na classe do professor Ângelo Caleira, na Universidade de Évora.

É membro fundador e trompista do Quinteto de Metais Alentejano e como músico convidado apresentou-se com a Orquestra Clássica do Sul, Orquestra Clássica do Algarve, Orquestra de Sopros da Universidade de Évora, Orquestra Clássica da Universidade de Évora, Orquestra de Sopros do Conservatório Regional de Évora e Orquestra de Sopros do Conservatório do Baixo Alentejo.

Ao longo do seu percurso frequentou várias masterclasses com os professores: Abel Pereira, Laurent Rossi, Jonathan Luxton, Hélder Vales, Nuno Vaz, Guillermo Gallindo Luís Duarte Moreira, Rodrigo Carreira, Luís Sousa, Anna Ferriol e Ricardo Matosinhos.