Instrumento de Tecla

Cravo

Cordofone acionado por teclado, o cravo produz som pelo beliscar mecânico das suas cordas esticadas.

Cravo
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🎵 Instrumentos de Tecla

O cravo é um cordofone de teclado, amplamente utilizado entre os séculos XVI e XVIII, sendo um dos antecessores do piano. A sua morfologia assemelha-se à de um piano de cauda, mas com uma estrutura interna significativamente mais leve e um ou dois manuais (teclados).

O som do cravo é produzido por um mecanismo de beliscar. Quando uma tecla é premida, um pequeno plectro (tradicionalmente feito de pena de corvo, ou atualmente de plástico) é elevado e "belisca" a corda correspondente antes de regressar à sua posição original.

Acusticamente, este mecanismo produz um som característico: incisivo, brilhante, rico em harmónicos e com um decaimento rápido. A principal limitação acústica do cravo reside na incapacidade de alterar a intensidade do som (dinâmica) através da força aplicada na tecla; o volume é essencialmente fixo.

Historicamente, o cravo derivou do saltério, adquirindo um teclado. Foi o instrumento de tecla dominante no período Barroco, essencial tanto como solista (em obras de Bach ou Scarlatti) como no papel de "baixo contínuo" para acompanhar orquestras e cantores. O cravo ressurgiu no século XX com o movimento da interpretação historicamente informada.

Docentes

António Hipólito

António Hipólito

Cravo, Acompanhamento

Departamento de Música Antiga antonio.hipolito@conservatoriodeloule.pt

António Hipólito, organista, cravista e pianista, obteve licenciatura em Cravo e demonstrou um contínuo interesse pelos instrumentos desde tenra idade.

Leva uma carreira marcada pela apresentação de obras de inúmeros compositores como J. S. Bach, Manuel Rodrigues de Coelho, Carlos Seixas, João Domingues Bomtempo, François Couperin, J. P. Rameau, Alessandro Scarlatti, G. F. Händel, John Keeble, John Stanley, D. Buxtehude, C. P. E. Bach entre outros compositores.

Apresentou-se em locais históricos como o mosteiro de Sta. Cruz de Coimbra e na Sé de Castelo Branco, Águeda, Faro, Lisboa, Bragança, Braga, Aveiro, Idanha-a-Nova, Idanha-a-Velha, Cabeceiras de Basto, Lorvão, Cantanhede e Itália, Bolonha.

Concertos a solo e em parceria com a INATEL, com as Câmara de Cantanhede, de Cabeceiras de Basto e com o Instituto Politécnico de Castelo Branco revelaram a sua dedicação à música antiga.

Como tenor, continuísta e organista, foi membro do coro Ançã-ble, membro fundador do Trio Scherzo, e cravista na Orquestra Ibérica da Música Antiga Associação Cultural, Orquestra que acompanhou em 2026 na Paixão Segundo São Mateus de J. S. Bach.

Em 2024 obteve o grau de Mestre em Ensino de Cravo, orientado pelo Prof. João Janeiro.

Está atualmente a desempenhar a função de professor de Piano no Conservatório Regional do Algarve Maria Campina e Cravista Acompanhador no Conservatório de Música de Loulé - Francisco Rosado.

Catarina Melo

Catarina Melo

Cravo

Departamento de Música Antiga catarina.melo@conservatoriodeloule.pt

Catarina Lemos e Melo iniciou os seus estudos musicais na Academia de Música de Santa Cecília. Licenciou-se na Escola Superior de Música de Lisboa e posteriormente concluiu o Mestrado em Performance na Schola Cantorum Basiliensis sob a orientação de Andrea Marcon.

Desenvolve a sua atividade artística como intérprete, apresentando-se regularmente a solo. Colabora regularmente com ensembles vocais e instrumentais dedicados à interpretação historicamente informada, integrando projetos de música antiga e produções interdisciplinares centradas no repertório renascentista e barroco.

Apresentou-se em salas e espaços de referência como o Centro Cultural de Belém, Palácio Nacional da Ajuda, Palácio Foz, Palácio Nacional de Mafra, Casa-Museu Anastácio Gonçalves e a Fundação Calouste Gulbenkian. Apresentou-se igualmente em projetos com a Orquestra de Câmara Portuguesa e a Orquestra Metropolitana de Lisboa.

É membro fundador do ensemble Gli Accentii, com o qual se apresenta regularmente em concerto, tanto em Portugal como no estrangeiro. Organizou um ciclo de concertos na Casa-Museu Anastácio Gonçalves, na temporada 2019/2020. Com Gli Accenti apresentou-se também em diversos festivais como o InMusicaVerão de QueluzNoites de QueluzMed Classic, DivamArte Larga e Festival Setecentista.

Atualmente é professora de cravo no Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado.

Jorge Félix

Jorge Félix

Cravo, Acompanhamento

Departamento de Música Antiga jorge.felix@conservatoriodeloule.pt

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