O violoncelo é o cordofone friccionado de registo tenor e baixo da família do violino. A sua morfologia partilha a arquitetura essencial do violino, mas em proporções substancialmente maiores, obrigando o instrumentista a tocá-lo sentado, apoiando-o no solo através de uma haste metálica retrátil denominada espigão. Possui quatro cordas afinadas em quintas justas (Dó, Sol, Ré, Lá), situando-se exatamente uma oitava abaixo da violeta.
Acusticamente, o som é produzido pela fricção do arco nas cordas ou pelo seu beliscar (pizzicato). A volumosa caixa de ressonância amplifica de forma notável as frequências graves, resultando num timbre profundo, quente e extraordinariamente expressivo, frequentemente comparado à voz humana. A utilização da técnica da "posição do polegar" permite-lhe aceder a um registo agudo brilhante e penetrante, conferindo-lhe uma enorme amplitude tessitural.
Historicamente, o violoncelo emergiu no norte de Itália durante o século XVI. Durante o período Barroco, a sua função principal confinou-se à execução do baixo contínuo. A sua padronização morfológica deve-se a Antonio Stradivari, que no início do século XVIII reduziu ligeiramente as dimensões do instrumento (o modelo "forma B"). A sua emancipação definitiva como instrumento solista de concerto consolidou-se no período Clássico.
Docentes
Cursos com este instrumento
Bárbara Santos
Violoncelo
Iniciou os estudos na ARTAVE, com Katerina Mikusova. Concluiu a Licenciatura em Violoncelo, com a professora Clélia Vital e o Mestrado em Ensino da Música, na Escola Superior de Música de Lisboa. Em 2014 e 2015 apresentou-se a solo com a Orquestra da ESML.
Em 2014, obteve o 2.º Prémio Jovens Músicos em Música de Câmara, nível superior, com o Quarteto AllaBreve.
Na ESML, em música de câmara, trabalhou com Irene Lima e Paulo Pacheco. Frequentou aulas abertas de música de câmara com Olga Prats, Artur Pizzaro e Kyril Zlotnikov.
Teve oportunidade de frequentar masterclasses de violoncelo com: Claudio Bohórquez, Tsuyoshi Tsutsumi, Marc Coppey, Daniel Grosgurin, Ferhan Grosgurin, Levon Mouradian, Irene Lima, Filipe Quaresma, Catherine Strynckx, Pietro Serafin, Márcio Carneiro, Stefan Popov, Jed Barahal, Roman Garioud, Paulo Gaio Lima, Jaroslav Mikus.
Colaborou e apresentou-se nas principais salas do país com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra do Algarve, Orquestra Sinfónica Portuguesa (TNSC), onde teve um contrato de tutti temporário.
De Novembro de 2017 a Abril de 2018, realizou um Performer Diploma, inserido nos Violoncelos de Santa Cristina, em Santo Tirso, onde trabalhou com Maria Macedo e David Cruz.
Desde 2018 e 2019 lecciona nos Conservatórios de Música de Olhão e de Loulé.
Eneiva Lapa, natural de Aveiro, começou a aprender violoncelo aos seis anos de idade e, desde então, tem construído um percurso que a levou a algumas das mais importantes salas de concerto da Europa, destacando-se espaços como Het Concertgebouw Amsterdam, Konzerthaus Berlin, Casa da Música no Porto ou Bozar em Bruxelas.
É formada pelo Conservatorium van Amsterdam e pelo Koninklijk Conservatorium de Bruxelas. Durante os seus estudos teve aulas de violoncelo com Maarten Mostert, Pieter Wispelwey, Viola de Hoog, Nikolay Gimaletdinov, Joana Rocha, Romain Garioud, Miguel Matias, e masterclasses com Jeroen Reuling, Dmitry Ferschtman, Francesca McNeeley, Monique Bartels, Riza Gimaletdinov, Rudolf Leopold, Paulo Gaio Lima, Fabio Soren Presgrave, Luís Carvalhoso.
Tem vindo a colaborar com diversas orquestras profissionais e de jovens, como a Orchestre des Jeunes de la Méditerranée, as orquestras nacionais de jovens dos Países Baixos (NJON) e da Alemanha (BJO), no estrangeiro, e em Portugal com a Orquestra Clássica de Espinho ou a Orquestra do Algarve.
Apresenta-se regularmente tanto em orquestra como a solo, e atualmente é professora da classe de violoncelo no Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado.