A violeta, ou viola de arco, é o cordofone friccionado contralto da orquestra. Morfologicamente, assemelha-se a um violino, mas apresenta proporções ligeiramente maiores (com uma caixa de ressonância tipicamente entre os 38 e os 43 centímetros de comprimento). Possui quatro cordas afinadas em quintas justas (Dó, Sol, Ré, Lá), situando-se exatamente uma quinta abaixo do violino e uma oitava acima do violoncelo.
Acusticamente, o som provém da fricção do arco nas cordas. A acústica da violeta é definida por um compromisso físico incontornável: para ser tocada comodamente no ombro, o seu tamanho manteve-se historicamente restrito. Consequentemente, a sua caixa de ressonância é pequena demais para amplificar as frequências mais graves da corda Dó com total eficiência. Esta peculiaridade estrutural confere à violeta um timbre inconfundível, escuro, velado e ligeiramente anasalado, contrastando intensamente com a projeção brilhante e penetrante do violino.
Historicamente, a violeta emergiu no norte de Itália durante o século XVI, juntamente com o resto da família do violino. Embora outrora frequentemente relegada para o mero preenchimento harmónico orquestral, o seu estatuto emancipou-se durante o período Clássico através da música de câmara. No século XX, afirmou-se definitivamente como um robusto e expressivo instrumento solista de concerto.
Docentes
Cursos com este instrumento
Caio Oshiro
Violeta, Classe de Conjunto
Natural de São Paulo, Caio Oshiro concluiu o seu Bacharelado em Performance de Viola de Arco na Faculdade de Artes Santa Marcelina (São Paulo), a Pós-graduação em Performance (variante viola de arco) na ESART e o Mestrado em Ensino da Música (variante viola de arco e classe de conjunto) também na ESART em 2017. Durante este percurso académico, foi instruído pelos professores Alexandre Razera, Peter Pas e António Pereira. Durante o seu percurso frequentou masterclasses com professores como Ori Kam, Kikuei Ikeda, Rainer Moog, Jessica Bodner, Hartmut Rhode, Jennifer Stumm, Cristophe Desjardins, Anabela Chaves, entre outros.
Como violetista integrou diversas orquestras no Brasil (Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, a Orquestra de Câmara da USP e a Orquestra Experimental de Repertório); além de colaborar com orquestras na Europa como a Orquestra do Algarve, Orquestra de Câmara Portuguesa e a Orquestra Filarmónica Jovem Franco-Alemã. Atuou como camerista integrando o Candle Trio e o Quarteto Ethos e, como solista, esteve à frente de orquestras como a Orquestra Porto Seguro e a Orquestra L’Estro Armonico. Atualmente leciona no Conservatório de Música de Loulé - Francisco Rosado.