Instrumento de Sopro

Flauta Transversal

A flauta transversal tem um som que se caracterizando pela extrema agilidade e som cristalino.

Flauta Transversal
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🎵 Instrumentos de Sopro de Madeira

A flauta transversal é um aerofone cujo som é produzido pela fricção de um feixe de ar contra a aresta do orifício lateral da sua embocadura. Embora classificada tradicionalmente no naipe das madeiras, a flauta moderna é quase exclusivamente construída em metal (prata, ouro ou platina). A sua morfologia atual consiste num tubo de perfuração cilíndrica, acoplado a uma junta de cabeça com perfil interior ligeiramente parabólico.

Acusticamente, comporta-se como um tubo aberto em ambas as extremidades, o que lhe permite produzir todos os harmónicos da série natural e sobre-soprar à oitava. A ausência de palheta ou bocal confere-lhe uma resposta articulatória extremamente rápida e um timbre ágil, claro e brilhante, capaz de enorme destreza virtuosística.

Historicamente, a flauta renascentista e o traverso barroco eram construídos em madeira, possuindo uma perfuração cónica inversa e um número muito reduzido de chaves. A revolução estrutural do instrumento ocorreu entre 1832 e 1847, através do flautista e engenheiro bávaro Theobald Boehm. O "sistema Boehm" redimensionou os orifícios por critérios puramente acústicos e introduziu um complexo mecanismo de chaves e anéis, estabelecendo o padrão definitivo da flauta moderna.

Docentes

Inês Golegã

Inês Golegã

Flauta Transversal, Classe de Conjunto

Departamento de Sopros de Madeira ines.golega@conservatoriodeloule.pt

Natural do Porto (1997), Inês Golegã é Mestre em Ensino da Música pela ESMAE. No seu percurso académico, destaca como figuras fulcrais na sua formação os professores Ana Cavaleiro, Marco Pereira e Gil Magalhães. Ingressou também no Mestrado em Performance na Hochschule Musik Luzern, Suíça.

Durante a sua formação, foi premiada em concursos como o "V Concurso Internacional de Sopros do Alto Minho". Paralelamente privilegia a aprendizagem contínua através de masterclasses, tendo trabalhado com nomes de referência como Peter-Lukas Graf, Júlia Gállego e Sarah Rumer.

No âmbito pedagógico, acumulou experiência em diversas instituições de ensino especializado, passando pelos Conservatórios de Música de Paredes, Conservatório do Vale do Sousa, bem como pela Academia de Música de Viana do Castelo. Atualmente, leciona as disciplinas de Flauta Transversal e Música de Câmara no Conservatório de Música de Loulé - Francisco Rosado e na Academia de Música de Penafiel.

A sua vertente artística é marcada pela colaboração com agrupamentos como a Orquestra Filarmónica de Braga, a Orquestra do Algarve, a Banda Sinfónica Portuguesa, entre outros. Recentemente, criou, em conjunto com os professores Bruno Carneiro e António Hipólito, um trio de música de câmara (flauta, contrabaixo e cravo). Fora do mundo da música, é uma entusiasta do desporto e da boa gastronomia, valorizando o equilíbrio entre a vida profissional e o seu tempo pessoal.

João Lourenço

João Lourenço

Adjunto do Diretor, Flauta Transversal, Orquestra de Sopros

Departamento de Sopros de Madeira joao.lourenco@conservatoriodeloule.pt

João Lourenço iniciou os seus estudos musicais no Instituto Militar dos Pupilos do Exército e dividiu a primeira etapa da sua formação entre o Conservatório Regional de Ponta Delgada e a Escola de Música do Conservatório Nacional, estudando com os professores Yuri Pankiv e Alexandre Branco. Prosseguiu na Escola Superior de Música de Lisboa e na LUCA – School of Arts (Leuven, Bélgica) nas classes de flauta dos professores Nuno Ivo Cruz, Nuno Inácio e Berten D’Hollander, tendo concluído assim os mestrados em performance e em ensino da música. Frequentou vários cursos de aperfeiçoamento com pedagogos de renome, que o marcaram fortemente como intérprete e como docente.

Enquanto músico, são de destacar os concertos realizados com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Clássica do Sul, com a qual colabora regularmente, a gravação de bandas sonoras para produções francesas e holandesas de cinema e a sua participação frequente em diversos grupos de câmara.

Nos últimos anos, tem lecionado por todo o Algarve e orientou masterclasses de flauta transversal em Lagos e Ponta Delgada. Presentemente, é professor na Escola de Música da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva e integra os quadros, como professor de flauta, do Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado.