O contrabaixo é o maior e mais grave dos cordofones friccionados da orquestra sinfónica. A sua morfologia combina características da família do violino (como as aberturas acústicas em "f" e a voluta) com elementos das antigas violas da gamba, nomeadamente os ombros descaídos, o fundo plano e a afinação em quartas justas. Tipicamente, possui quatro cordas espessas (Mi, Lá, Ré, Sol), sendo frequente na orquestra a adição de uma quinta corda ou extensões mecânicas para alcançar o Dó mais grave.
Acusticamente, o som é gerado pela fricção das cordas com um arco, ou pelo beliscar direto com os dedos (técnica de pizzicato). A vibração de cordas tão longas e pesadas exige uma caixa de ressonância bastante volumosa para projetar as frequências graves. O resultado é um timbre profundo e ressonante, fundamental para o alicerce harmónico orquestral.
Historicamente, o instrumento evoluiu a partir do violone renascentista durante o século XVI. Ao contrário dos restantes membros das cordas friccionadas, o contrabaixo resistiu a uma padronização rigorosa de forma e tamanho ao longo dos séculos, apresentando ainda hoje evidentes variações construtivas e distintos modelos de arco (francês e alemão).
Docentes
Cursos com este instrumento
Bruno Carneiro
Contrabaixo
Natural do Porto (1991), Bruno Carneiro iniciou os estudos de contrabaixo com Joel Azevedo. A sua formação académica de base culminou no ingresso no Royal College of Music, na classe de Thomas Martin. Enquanto em Inglaterra, foi membro da Britten Pears Orchestra onde se destacou como contrabaixo solo na ópera “The Turn of The Screw” de B. Britten.
No domínio da performance a solo, destaca-se a interpretação de “Dark with Excessive Bright” de Missy Mazzoli, sob a direção de Bruno Borralhinho com a Orquestra do Algarve, e do “Gran Duo Concertante” de G. Bottesini, com o violinista Rómulo Assis e a Orquestra do Norte. Na música contemporânea, executou a solo “Ryoanji” de John Cage com a New Perspectives Orchestra, sob direção de Nicholas Collon, e “Shadows on Shadows” de Samantha Fernando com o Lux Ensemble.
Atualmente Chefe de Naipe Adjunto na Orquestra do Algarve, é convidado regularmente para tocar com a Aarhus Symfoniorkester (Dinamarca), Sinfónica da Galiza, Filarmonia das Beiras, Sinfónica do Porto CdM, MusicAeterna (Rússia) entre outras. Foi mentor do Festival de Contrabaixo da AMCC, júri do Concurso Ilda Moura e professor de naipe da “OJ”. Atualmente leciona no Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado.